Perguntas Frequentes sobre Patologia endócrina da grávida

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O que é a diabetes gestacional?

A diabetes gestacional caracteriza-se por níveis elevados de glicose (açúcar) no sangue (hiperglicemia) que surgem ou são detetados pela primeira vez na gravidez.

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Porque surge a diabetes gestacional?

A glicose dos alimentos serve como fonte de energia para o nosso organismo. A entrada da glicose nas células (para que seja utilizada como fonte de energia) necessita da presença de insulina, uma hormona produzida pelo pâncreas.

Durante a gravidez, são produzidas hormonas que dificultam este trabalho da insulina, levando a um período de insulinorresistência.

Na mulher grávida, sem diabetes, o pâncreas consegue adaptar-se e aumentar a secreção de insulina, suplantando essa demanda. Já nas mulheres com diabetes gestacional, o que se passa é que o pâncreas não consegue compensar a natural resistência à insulina que ocorre na gravidez, originando, assim, níveis de glicose elevados no sangue.

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Quais são os factores de risco para diabetes gestacional?

Os fatores de risco associados à diabetes gestacional são:

  • Excesso de peso / obesidade;
  • História familiar de diabetes em 1º grau (pais ou irmãos);
  • Idade maior ou igual a 30 anos;
  • História de macrossomia fetal (bebé com peso superior a 4 Kg à nascença);
  • História de diabetes gestacional numa gestação prévia;
  • Abortos de repetição;
  • Multiparidade.
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Porque acontece doença da tiroide da gravidez?

As doenças da tiroide são relativamente frequentes, sobretudo nas mulheres em idade fértil. A relação é bidirecional, ou seja, a gravidez pode alterar o curso natural da doença, da mesma forma que a patologia tiroideia pode afetar a evolução normal da gravidez (grávida e feto).

O funcionamento da tiroide fetal só ocorre a partir das 20 semanas de gestação, pelo que, até lá, o feto depende exclusivamente das hormonas tiroideias maternas.

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Como se faz o diagnóstico de doença da tiroide na gravidez?

O diagnóstico de doença tiroideia é feito sobretudo através de análises sanguíneas e da ecografia da tiroide sempre que necessário, após uma cuidada observação clínica e realização do exame objetivo.

A interpretação dos doseamentos hormonais deve ser efetuada com cautela, uma vez que os valores de referência habituais não são os usados na pré-conceção nem nos diferentes trimestres da gravidez.

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Qual o papel do iodo?

O défice de iodo condiciona consequências nefastas para as grávidas e lactantes, nomeadamente abortos espontâneos, partos prematuros, nados-mortos, malformações congénitas, bócio e hipotiroidismo.

Já nos recém-nascidos, poderá refletir-se no prejuízo do desenvolvimento do sistema nervoso central (SNC) uma vez que as hormonas tiroideias são essenciais para o desenvolvimento do SNC, o qual se inicia na vida intrauterina, dependendo, portanto, do suficiente aporte materno.

Por este motivo, o défice de iodo na gravidez constitui um problema de saúde pública a nível mundial, tendo sido a iodização universal do sal, a principal estratégia para o tentar combater.

Contudo, nem todas as grávidas podem efetuar suplementação com iodo, sobretudo as com determinadas patologias tiroideias, pelo que se deve sempre consultar o endocrinologista, para saber quais as vitaminas que deve tomar.

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